COZINHA
ÁRABE
A
culinária árabe tem raízes pra lá de
milenares. A região foi o berço da civilização
e das primeiras tradições culinárias.
No
Iraque, os homens passaram a cultivar trigo, cevada, pistache, nozes,
romãs e figos e criaram o pão chato e redondo. No
Líbano surgiu o hábito de cobrir o pão com
carne e cebola, nascia a esfiha.
Do Irã vieram os ingredientes mais complexos como arroz,
pato, amêndoas e frutos frescos, e muitas especiarias: cominho,
cardamomo, coentro, feno-grego, cúrcuma e gengibre.
Com
o fim das invasões, as diversas culinárias mesclaram-se
em uma cozinha que cultivou um verdadeiro respeito por suas tradições.
O
carneiro é o principal animal consumido. Sua carne é
assada ou guisada, normalmente recheada e ricamente temperada. A
carne de cabrito também chega às panelas, assim como
a galinha e o peru.
Na
falta de carne, ganham destaque os grãos, como o trigo, a
lentilha, a ervilha, o grão-de-bico e o arroz. Largamente
apreciados também são as verduras e os legumes recheados
e em conserva, os quibes e esfihas, as frutas secas e a coalhada.
As
favas são típicas do Egito, sopa bem grossa à
base de feijão, servida normalmente durante o café
da manhã.
O peixe é abundante no litoral do Oriente Médio, temperado
com uma rica seleção de especiarias e molhos e regado
a azeites de oliva.